baguinho de arroz

Este blog é dedicado a um baguinho de arroz que cresce na minha barriga e encanta uns papás de 1ª viagem... >24/02/2006 O baguinho de arroz já cresce fora da barriga da mãe, mas continuamos a ser uns papás estreantes e encantados.<

terça-feira, fevereiro 12, 2008

via satelite

Ultimo post a 18 de Dezembro do ano passado…ui e tanto já se passou entretanto…

Pensava eu que ia começar a poder escrever por aqui mais assiduamente, enganei-me.

Tudo começa com a mamã Bago ficar sem emprego. Sem net em casa, tenta-se tratar disso o mais rápido possível, até porque é suposto começar a enviar currículos (obrigatoriedade do centro de emprego, já volto a falar disso).

Pensava eu que o deserto era a margem sul, mas realmente constato que se não moras em Lisboa, as coisas são demasiado complexas e acabámos por “contratar” a net portátil. Sim, porque os satélites, felizmente ainda passam aqui por cima. Fica mais caro? Fica, e então? Só em meados deste ano é que estão a pensar fazer ligações via cabo aqui por estas bandas. Conclusão, tenho um “sabonete” colado no portátil, que por sinal está sempre a descolar-se.

Voltando ao centro de emprego, fui lá fazer a minha inscrição, e ao final de 4 horas lá me atenderam. Parece que as coisas agora mudaram, há exigências mais apertadas para que está inscrito (acho bem). Uma das exigências trata-se da apresentação quinzenal a um local designado por eles (no meu caso, a seg. social cá da terra). Esta apresentação, ainda não percebi bem para que serve, mas faz-me sentir um pouco como alguém que tem “termo de identidade e residência”. Será que gostam de me ver lá, para ver a minha evolução pessoal? Se tenho mais rugas, se cortei o cabelo, ou pura e simplesmente querem garantirem que não fui de ferias com a fortuna que recebo mensalmente. E agora pergunto eu, há quem vá de férias? “Prá” onde? Há quem receba o suficiente que dê para ir de férias? Mas o máximo não é 3 ordenados mínimos… Então se não têm medo que vamos de ferias, para que serve? Vou lá, apresento a folha com a data marcada, o B.I. (e a Lara ao colo), recebo um “bom dia” e um novo papel para me apresentar daí a 15 dias…. Sem perguntas, sem nada….Então para que serve?

A outra obrigatoriedade é a de mensalmente apresentarmos provas de que estamos à procura de emprego. O que eu pensei ser algo do tipo, guardar os mails e as cartas que envias… Mas não é só isso, há um n.º obrigatório de coisas que tens de fazer, o que leva a que, para cumprir objectivos, estou a concorrer a coisas que não quero, só para fazer número. Não era mais fácil ir acompanhando as pessoas, orientando-as e ajudando-as as procurar as actividades para as quais estão mais vocacionados? Enfim…

Mas também há coisas boas, para as pessoas desorganizadas, há uma pastinha, com separadores para colocar as acções que realizamos na procura de emprego. Isso pareceu-me positivo.

Agora do Baguinho de Arroz, que já está quase nos 2 aninhos, só há a dizer que é uma linda. Fala pelos cotovelos e já se percebe algumas coisas. Faz questão de repetir o que dizemos, o que a partir de agora tem de ser ter cuidado com o que se diz. Um exemplo é quando algo não me está a correr bem e digo “bolas!!” e ela repete logo: “baias” (no mesmo tom :-) )

Ainda não entraram no vocabulário dela as vogais “o” e “u”. Daí o “baias” (bolas) ou também “Láia” (Lua ou Lara).

Grita e corre o dia todo com uma alegria e energia impressionante, o que torna as fotos difíceis de tirar, normalmente só é possível quando está a ver o Ruca, ou o Noddy, ou o Todd ou o Pocoyo…Únicos momentos onde fica quieta.

Fomos pela primeira vez experimentar o Gymboree, pensei que seria um bom início de convívio com crianças da idade dela, uma vez que vai para o infantário em Setembro e não convive muito com outras crianças. Até há pouco tempo ela afastava-se e tinha medo das outras crianças e a ama não tem mais ninguém por isso o convívio com crianças resume-se a uma ou duas vizinhas, mas de pouca duração. Mesmo assim já se notava uma melhoria na relação com as outrascrianças, o ganho de confiança e no Gymboree isso notou-se, na interacção com os outros na participação…

A aula experimental foi grátis e adorei. A Lara, como seria de esperar, corria de um lado para o outro e queria mexer em tudo, experimentar tudo e prestando pouca atenção à professora. Mas mesmo assim ainda cumpriu alguns objectivos o que achei impressionante, já que é muito difícil convencer o nosso Baguinho de Arroz a fazer o que quer que seja. Inscrevemo-la por 3 meses e vamos uma vez por semana. Acho que vai ser bom para ela.

Em relação à saúde dela, já fomos fazer as segundas análises à urina, estava tudo bem. Agora só me falta marcar a Eco renal, mas tenho de tomar coragem e ir ao posto médico pedir a credencial….horas esperam-me, tenho de me lembrar de levar algo para ler e comer.

Novidades não me lembro de mais, só me resta ir tentar por em dia os cantinhos que costumo visitar para ver como estão as coisas.

E para terminar, um pequeno vislumbre da minha razão de viver a minha linda. É mesmo linda não é (baba, muita baba)

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quarta-feira, novembro 21, 2007

saudades

Estou quase a fazer anos. Em bom rigor é uma data que me diz muito pouco. Este ano no entanto tenho um sentimento diferente do habitual. Saudade.
Todos os dias passo pelo local onde nunca mais entrei. Talvez falta de coragem, talvez por estar ainda em negação. Há algo que me diz que ela ainda cá está, está no lar, é só combinar o dia e vou lá vê-la. Rapidamente tenho de ser honesta comigo e lembrar-me que não é assim, não vale a pena pensar em alternativas à realidade porque não ajuda nada.
Ser honesta comigo e ir tentando lembrar-me da realidade deixa-me profundamente triste. Apetece-me largar tudo e chorar. Chorar as lagrimas que me foram negadas e gritar por ela para que volte.
Por vezes ainda acho que está junto de mim, ou melhor, quando vejo a minha filha como que a sorrir para alguém que não está, penso sempre que ela está ali, a olhar por nós, pela minha filha.
Este ano a saudade é o sentimento dominante, pois ela nunca deixou de me proporcionar uma festinha de anos na minha infância, nem que fosse só eu e a família dela, de casa. Tentou sempre compensar-me para que não me sentisse só. Acho que nunca lhe agradeci o que fez por mim, aliás há tanta coisa que gostava de ter dito e agora é tarde de mais.

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terça-feira, novembro 13, 2007

dona de casa desesperada

Mãe Bago esgotada e forçada a tirar férias.
Isto aconteceu nas ultimas duas semanas de Outubro.
Durante esses dias, ficava em casa, ou ia até à casa da minha mãe, e aproveitei para fazer algumas coisas que já estão pendentes à muito tempo, como actualizar o BI.
O descanso mental foi óptimo, pois afastei-me dos problemas do trabalho por uns dias largos, mas de resto, quem fica em casa e com filhos, não fica propriamente deitada no sofá a descansar...
Só sei que ao fim de uns dias comecei a dar mais valor aquela senhora da série “donas de casa desesperadas”. Uma mãe a tempo inteiro, que à noite quando o marido chegava a casa, encontrava-a despenteada, cheia de nódoas de comida na roupa, a casa um caos, com umas olheiras até aos pés...
As coisas ia ficando menos mal porque já à uns tempos que tenho uma empresa que quinzenalmente vai lá dar uma mãozinha na limpeza, senão não estava a ver como ia conseguir....
Depois é começar a trabalhar, e as saudades serem tantas do meu Baguinho de Arroz que até tinha vontade de chorar...

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terça-feira, setembro 18, 2007

trânsito...

Quase por magia, desaparecem as matriculas amarelas e volta o "povo" em massa para as estradas da capital...maravilha. Não quero falar do meu mau humor instalado desde então.
Com esta idade já não devia, mas sim, ainda há coisas que me fazem confusão...a má condução e irresponsabilidade são duas delas...e quando isso acontece à minha volta e vejo que têm os filhos dentro do carro, fico fora de mim....


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terça-feira, julho 31, 2007

O desafio

Lembrei-me de concluir um desafio hoje,  porque acabei de ler um livro que fechei algumas vezes, pensando que era demais para mim. Tinha ouvido falar que era fantástico, mas eu achei outras coisas deste livro.

Vou aceitar o desafio da mamã Maria, um desafio que colocou a quem a visita e que achei interessante (já lá vai algum tempo):


"Desafio da Pag. 161"

O desafio consiste em:

1. Pegar no livro mais próximo
 
(cá está ele: "Cem anos de solidão" de Gabriel Garcia Marquez)

2. Abri-lo na página 161 
(e se o livro não tivesse tantas paginas...mh?)

3. Procurar a 5ª frase completa (não confundir com paragrafo) 
(ok, bem lembrado, com a era SMS não sei se ainda sei o que é isso hehehe)

4. Colocar a frase no vosso blogue e/ou como comentário no meu 
( e cá vai ela, por mais estranha que possa parecer)
(...) Tornou-se homem de rixas, arruaceiro de bar e acordou a rebolar-se nas suas próprias excrencias na taberna de Catarino.(...)


5. Não vale escolher a melhor frase no melhor livro (peguem no que têm mais à mão) 
(neste livro não hove muitas frases belas e assim foi a única forma de aparecer a palavra "excrências" neste blog hehehehehe) 

6. Passar o desafio a cinco pessoas.
(sintam-se desafiados a partir de....... de....de.............agora!)

Boas Leituras!!

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segunda-feira, julho 09, 2007

Não sou filha de sangue, mas sinto-me como tal.
O meu coração não consegue fazer a distinção...e na realidade não o quero fazer.
Tento sempre não me impor, pois sei que não tenho direito, as ultimas horas são para a família...
Olho para ela e quase não a reconheço. Pego-lhe na mão e sim, lá está...As mãos delicadas que sempre me deram tanto carinho.
Tento olhar em redor e procurar a sua presença algures no quarto, mas é difícil abstrair-me da cama e da figura que ali está.
Dizem-me que não sabe que estou ali, mas quase que ia jurar que senti um movimento da sua mão, a tentar agarrar a minha....dizem-me que foi impressão.
Não consigo deixar de pensar que ali está a responsável por algumas das recordações mais felizes da minha infância...Recordo com tantas saudades os beijinhos repenicados que dava e se ouviam. A paciência infinita com que contava as mesmas historias vezes sem conta à mesa, para me fazer comer.
Os cheiros da casa, a sensação de segurança, as mãos sedosas que me lavavam o rosto....
É difícil despedir-me, gostava de ficar ali para sempre, como se ao agarrar-lhe na mão ela talvez quisesse ficar...mas tenho de ir.
Dei-lhe um beijo e disse-lhe ao ouvido que tinha de ir, não podia ficar mais... e descontrolei-me, não estava preparada para lhe dar o ultimo beijo, não estava e deixei-me levar num turbilhão de emoções e chorei. Chorei e solucei junto dela, na esperança que me dissesse “até amanhã” como da ultima vez. Mas nada, estava como que envolta num sono profundo sem retorno.
Não a queria largar... sempre lutei toda a minha vida para manter o controlo e ali tinha-o perdido. Mostrar as emoções aos outros torna-nos vulneráveis aos julgamentos....
Fui arrancada do meu pesadelo por uma voz grave, demasiado incisiva e fria que me fez estremecer. Era claro que não podia perder o controlo, não ali, não na frente dos que pertencem...eu não pertenço....
Quase de repente, as lagrimas secaram na minha cara e as ideias começaram a clarear, e saí....
À janela, olhando a imensidão que é o hospital, contemplo quase sem emoções as parede cinzentas...sinto que não é justo e penso que não devia ter vindo...
Tive quase a certeza que esta seria a ultima vez que a iria ver...
Voltei ao meu controlo, aquele que me esforcei toda a vida por ter...mas é difícil...sinto uma dor forte no peito e sinto que estou a flutuar numa espécie de realidade paralela....
Era uma tarde de muito vento....ontem. Era como se o vento tivesse vindo busca-la e se debatesse contra as paredes cinzentas daquele hospital, tentando cumprir a sua missão...Ontem foi a ultima vez que a vi e hoje já não está connosco.
Tento procura-la perto de mim, tentar que o vento me traga algum consolo para a minha tristeza...
Saudades, tantas saudades...

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terça-feira, junho 26, 2007

Gosto...

... das manhãs como a de hoje.
Deixei o meu Baguinho de Arroz no colinho da ama, a dizer-me adeus com a mãozinha.
Detesto quando acorda de manhã com mãezite aguda e quase não me deixa vestir e quando se agarra ao meu pescoço não querendo ficar na ama, fico tão triste...

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sexta-feira, junho 22, 2007

a precisar de férias

Durante a noite é frequente ter de me levantar varias vezes para ir verificar o nosso Baguinho de Arroz. Parece-me que deve ter pesadelos ou ser um pouco sonâbola, como eu, pois acontece por vezes estar de pé quando lá chego. Dou-lhe um beijinho e coloco-a a dormir de novo e fica bem.
Quando isto acontece perto da manhã, pego nela e levo-a para a minha cama.
Esta noite passou-se o mesmo, um choro, eu levanto-me, chego lá e está de pé. Pensei “já tá quase a tocar o despertador, vou leva-la”. Pego nela e levo-a para a minha cama. De repente, o meu cérebro deve ter finalmente começado a funcionar e pensei “péra lá, porque é que está tão pouca luz?”, peguei no telemovel e vi: 4:02.... Tou a precisar de férias.

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quarta-feira, junho 20, 2007

Não é preciso dizer adeus

Comprei um livro novo. Adoro ler. Arranjar tempo para ler torna-se cada vez mais difícil. Tenho aproveitado para ir lendo aos bocadinhos no autocarro à hora de almoço.
Quando estava no aeroporto (Abril) aproveitámos para comprar umas revistinhas para ler no avião, compramos também uns livros. Não sendo o local ideal para adquirir material de leitura, vi este livro e senti-me atraída por ele de imediato. Talvez por desde que fui mãe estar algo frágil em relação a situações menos agradáveis com crianças. Ser mãe fez ampliar todos os sentimentos em especial relacionado com crianças, de tal modo que era insuportável ouvir uma criança chorar na rua, tinha vontade da ir salvar, ficava com tal angustia que me sentia mal... ansiava desesperadamente um consolo uma resposta, enfim...comprei o livro.
Se repararem na capa aparece a Allison com uma menina que aparentemente já não pertence à realidade em que vivemos.
A verdade é que este livro ficou sem ser lido durante algum tempo. Tinha talvez receio daquilo que ia ler, sei lá...
Com os acontecimentos recentes no caso Madeleine tomei coragem e peguei no livro novamente. Mais do que nunca estava a necessitar de uma resposta urgente à minha angustia. Esta é uma situação que me deixa num estado de terrível tristeza e sofrimento interior. Tenho de fazer um exercício mental grande para não me deixar consumir, ir abaixo e gritar para o mundo que têm de parar imediatamente porque algo terrível aconteceu. Como podem os humanos continuar com as suas vidas....
Devagar fui lendo e encontrei alguma paz. Tudo o que é lá descrito, o que se passa à nossa volta, a nível espiritual, é algo em que já acreditava antes e não foi grande surpresa. Não tem nada a ver com religião é uma maneira de ver a nossa passagem no planeta Terra e o que se passa após...
Como disse encontrei alguma Paz... Mas a vida é feita de surpresas e mesmo acreditando que para alem desta vida terrena existe algo, é muito difícil ver alguém que se gosta aproximar-se da recta final. Agarro-me desesperadamente a uma esperança que no meu intimo sei que é inútil.
Como é que se suporta esta dor? Que faço para esta tristeza desaparecer do meu peito?
Vou lendo e vou percebendo o que já desconfiava, não é preciso dizer adeus, porque aqueles que amamos ficam sempre connosco, é só saber escutar e sentir.
Então porque é que isso não me consola? Porque é que esta dor permanece aqui?
Olho e vejo uma figura que quase não reconheço....Apetece-me abraça-la, não é possível...Pergunto se posso dar beijinho e sim, e dei muitos...mas não os que quis, pois não é suposto tirar a minha mascara por muito tempo, não posso correr o risco de a contaminar...
Disse-lhe “adeus Vim, até amanhã” e respondeu-me quase sussurrando, “até amanhã”.
Hoje não pude ir, estou sempre ansiosa por noticias, estou sempre à espera do milagre, recuso dizer mais do que “até amanhã”, dói demais.

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sexta-feira, junho 08, 2007

Pontes

Quem como eu trabalha por conta de outrem, não sabe bem o que é isso das pontes...Ou punha um dia de ferias hoje ou então que remédio se não vir trabalhar... Pelo menos a 2ª circular estava óptima, valha-nos isso.

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quarta-feira, junho 06, 2007

roupinhas

Estive a arrumar em caixas as roupinhas do Baguinho de Arroz. Roupinhas, sapatinhos, chapeus, gorros...
E nos meus pensamentos dei comigo a imaginar como seria ter outro filho. Isto em termos de logística, roupas, moveis, espaço, essas coisas...
É claro que me surgem as coisas mais estapafurdias à ideia, mas elas reflectem muito daquilo que sinto honestamente. (sou assim, que fazer?!)
Então a nível de roupas revi cada uma delas como sendo uma peça única. Lembro-me do meu Baguinho de Arroz dentro delas. Sei qual foi a primeira que me ofereceram (da tia Carla e do tio Zé). Lembro-me de termos comprado dois babygrows mais pequenos porque nos diziam que ela era uma bebé pequenina e afinal ficavam-lhe apertaditos. Os sapatinhos com o formato reboludo dos pezinhos gorditos...Tantas saudades....
Ora com um segundo filho, é comum este herdar as coisas do primeiro. Aconteceu isso com a minha própria irmã que vestia também as minhas roupas mais antigas. E dei comigo a pensar que isso não é justo. Então porque é que cada bebé não pode ter as suas histórias impressas nas peças que usa? Rapidamente me vem à ideia a razão principal: é caro!!
E agora pergunto eu, mas porque raio estou eu agarrada às coisas feita maluca. Sou do tipo recolector, e guardo tudo, viu-se bem pela quantidade de caixas na mudança. Mas não consigo evitar ficar nostálgica a pensar nestas coisas.

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terça-feira, junho 05, 2007

Abrir um precedente

Abrir um precedente... Realmente não sei as implicações e consequências do post de hoje. Passo a explicar.
Este é um blog dedicado ao meu Baguinho de Arroz, nunca quis transmitir assinalar aqui as coisas menos boas da vida. Gostava que um dia, a Lara pudesse ver este blog como o relato da viagem da vida dela contada pela mãe. Ora esta mãe tem opiniões sobre o mundo que a rodeia e muitas delas polemicas e aí é que entra a minha renitência em “postar” assuntos polémicos.
Vou dar um exemplo. Se escrevesse aqui que era contra a amamentação, tinha logo centenas de comentários de “pessoas” indignadas. Se escrevesse que era defensora da amamentação até aos 30, lá vinham mais umas centenas de comentários de outras “pessoas”, diferentes das primeiras, mas igualmente indignadas. O direito à indignação seria legitimo se não viesse acompanhado de insultos.
O que me ás vezes me chateia neste mundo blogueiro é que há que não consiga passar por um blog que não gosta e pensar simplesmente “não volto a visitar-te”. Há sempre quem aproveite para despejar todo o fel que trás guardado e a “segurança” do anonimato faz o resto. E estou a pensar como exemplo do que digo numa mãe que (como muitas, felizmente) não merece certos comentários, mas mesmo assim essas coisas acontecem.
Ora, considerar que um dia a minha filha tome contacto com esse tipo de gente, no blog dedicado a ela, deixa-me preocupada. Mas também sei que é inevitável que conheça essa parte mais feia da Humanidade. Só estava, parece que em vão, a tentar poupar o meu blog do mundo real. Sinto ás vezes necessidade de escrever sobre as coisas que me rodeiam, é o que me apetece fazer e vou faze-lo. E depois logo se vê as consequências.
Então, perguntam vocês, o que raio mudou? Mudei eu, digo-vos com toda a certeza. Ser mãe é algo que nos transforma profundamente. Tornamo-nos Humanos melhores diria eu. E devia ser sempre assim. Vejo as coisas à minha volta de modo diferente, e mudei nas opiniões que tinha em relação a coisas da “maternidade”.
Li um post que me fez pensar um pouco. É uma tentativa de um pai, expor em palavras o que sente pelos seus filhos. É uma leitura que recomendo. E atrevo-me a perguntar, mas então, não é assim que todos nós nos sentimos, completamente fascinados com os nossos filhos. Não será banal olhar para um filho e sentir o coração tão cheio de amor, de sentir tamanha felicidade que não nos contemos...
Dei-me conta que este não é um sentimento banal, e isso faz com que palavras como a deste pai tenham para mim um significado e um valor inestimável. E por isso fiz questão de o assinalar aqui neste post.

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