baguinho de arroz
Este blog é dedicado a um baguinho de arroz que cresce na minha barriga e encanta uns papás de 1ª viagem... >24/02/2006 O baguinho de arroz já cresce fora da barriga da mãe, mas continuamos a ser uns papás estreantes e encantados.<

sexta-feira, março 31, 2006
quinta-feira, março 30, 2006
1 mês
Ontem fomos pesa-la e já está com 3,750 Kg. Cresce a olhos vistos, nota-se a diferença pelos fatitos que já não servem. Desde que não tenha dorzitas, é comer, dormir, e os periodos que está acordada, já segue tudo o que está à volta dela com atenção. E de há uma semana para cá já dorme a noite toda (aprox. desde da meia noite até às 7 da manhã). Sim, somos uns sortudos, eu sei. :-)
quarta-feira, março 22, 2006
Para a nossa Doula Sandra

domingo, março 19, 2006

Hoje fomos com a Lara a mais uma sessão de massagem infantil. Foi através da nossa querida Doula Sandra que estamos a fazer este curso. A Lara porta-se super bem e ela é a bebé mais pequinina do curso. Aprende-se entre outras coisas a fazer a massagem das cólicas, o que é muito util para os bebés que sofrem deste problema. Nas sessões fica calma, descontraída e feliz. Recomendamos.
Obrigado Sandra
sábado, março 18, 2006
Mil beijinhos

Não resisto a dar beijinhos nos pezinhos lindos da minha menina. Tirar a fralda para mim é sempre motivo para uma sessão de beijinhos. E cá está a foto dos pezinhos pelos quais me apaixonei. A Lara está melhor. O narizito está a dar tréguas, já respira melhor e passa as noites melhor.
É só comer, mudar a fralda e dormir. Não costuma chorar muito, a menos que as cólicas apareçam. Já vai tendo uns periodos em que está acordada e muito alerta. Estes periodos são giros quando são de dia, mas uma ou outra vez lá se lembra de observar o quarto após beber o biberão às 4 da manhã. Ok, aí tem menos graça. É a mãe a cair de sono e a Lara a dar aos braços e às penas como se fosse levantar voo. Mas até acho que temos sorte, até nos deixa dormir...de 3 em 3 horas.
sexta-feira, março 17, 2006
3 semanas

E hoje, como é dia de festa, está vestida com o meu fatinho preferido. Está vestida de Princesa. :-) Linda!!! (baba, muita baba!!)
O parto e suas envolventes -Parte IV e ultima
O parto e suas envolventes -Parte III
Com a entrada do novo "staf" para o turno da noite, mudam as enfermeiras e muda a simpatia. De repente o pai tem de sair…."Vá dê-lhe um beijinho que só a vai ver amanhã". Amanhã!!! Esta palavra teve efeitos terríveis na minha cabeça. Vou ficar longe, sozinha, sem ele…Já devia estar preparada, mas não estava. Fiquei sozinha. Fui levada para a sala de operações. Mais mil perguntas sobre a minha saúde, ao que tentei responder o mais correctamente possível. Dado que já tinha sido operada à coluna, estava-se em dúvida sobre que tipo de anestesia iria levar. Uma vez mais, foi decidido "Vá! Levante-se para darmos a anestesia!!". Afinal ia ser uma espécie de epidural. Era algo que chamavam de "raqui"(não sei se é assim que se escreve). Todas as decisões são tomadas como se fossemos uns palhaços ignorantes que estamos ali só para incomodar a boa noite de sono que poderiam ter. É claro que estava perdida, cheia de perguntas. Então?! Como é que ia ser, o que estão a fazer?! Somos ligadas a mil instrumentos, colocam-nos um pano à frente e começam a trabalhar em nós tipo automóvel. Quem estava por detrás do pano pareciam ser duas pessoas, médicos deduzo eu, que conversavam entre si. A única pessoa que teve alguma atenção para comigo foi o enfermeiro que estava a dar apoio à equipa, o Pedro. Foi-me relatando o que via, e ia dizendo que estava tudo bem, para me descansar.Senti a Lara a ser colocada entre as minhas pernas. Percebi que já tinha nascido. Mas ninguém me dizia nada. Só o Pedro confirmou que sim, já a estava a ver. Era 00h01m do dia 24 de Fevereiro de 2006.Tentei não ser muito chata, para que não sofresse consequências, mas tive de perguntar "Então? Está tudo bem? Não a estou a ouvir!" O Pedro confirmou que parecia bem. E levaram-na para uma sala adjacente e lá se ouviu o choro que tanto queria ouvir. A ansiedade para a ver era imensa!! Queria saber se ela estava bem!! Que pena o H. não estar aqui!!Finalmente lá trouxeram um pedacinho de gente, pequinita, embrulhada numa toalha. Que linda!! Queria tocar-lhe, mas tinha os braços amarrados e cheios de coisas. Uma vez mais o Pedro encostou a carinha dela à minha. Que linda!! É claro que chorei imenso. A felicidade era grande demais para ficar no meu peito e chorei de alegria. Desejei que fossem logo mostrar a nossa filha ao H. Mas ele só a viu 25 minutos depois e de relançe.Da sala de operações fui levada para o chamado recobro, onde estive até as 10 da manhã. A enfermeira bem aconselhou, "aproveite para descansar". Mas é claro que não preguei olho. Acho que é obvio que queria estar com a minha filha e com o pai dela. E ali estava eu, inacessível, longe. As 10 da manhã finalmente fui para a enfermaria. E a pedido do H. lá me trouxeram a Lara. Já vestida e lavadinha. Foi o H. que a vestiu. Finalmente estávamos juntos. Eu, a Lara e o H.
O parto e suas envolventes -Parte II
quinta-feira, março 16, 2006
O parto e suas envolventes -Parte I
Cá vai o meu relato do parto. Avizinha-se mais um testamento….Deve ser o relato de parto mais longo que alguma vez leram…Eu tenho tendências para o exagero. Sempre desejei um parto, o mais natural possível, e sem o uso de fármacos desnecessários e todas as coisas "médicas" que nos são impostas nestas alturas. Mas se tivesse de ser cesariana, também não era o fim do mundo. Era importante a minha filhota estar bem.Mas mesmo sendo cesariana acho que houve situações que não deveriam ter acontecido e que contribuíram para um descalabro emocional que poderia ter sido evitado.Começando pelo principio. Quinta-feira por volta das 20h. Estava no meu sofá, deitadita a ver pela enésima vez o "orgulho e preconceito" e a aguardar que o H. chegasse do trabalho. Quando ouvi a porta a abrir, levantei-me para o ir cumprimentar. Senti um líquido quentinho a escorrer. Primeiro pouquinho, mas logo de seguida foi um jorrar de água. Fui a correr para a casa de banho e pensei "Meu Deus, é agora!". Ficamos os dois com umas caras de pânico e felicidade. Por momentos, tudo o que se tinha lido, toda a preparação, todos os planos tinham de súbito sido varridos da minha mente. Tive de respirar fundo e pensar em voz alta: "Ok. Calma. São só as águas rebentadas. Vamos preparar para ir para o hospital".Para quem acompanhou o decorrer da minha gravidez no blog, sabe que devo ser a única futura mãe que às 40 semanas ainda não tinha a mala preparada. Sim, eu sei, que vergonha! Mas na minha cabeça tinha tudo planeado. E então seguiu-se um "debitar" de instruções para o meu H. enquanto tomava banho e me vestia. Realmente ele teve uma paciência….Enfim, lá fomos para o hospital.
A amamentação – Parte IV e ultima
Desde que ela nasceu que estávamos à espera da marcação da consulta. Mas a pediatra, para nosso azar, tinha ido férias. Quando fiquei com febre, decidimos verificar se já tinha chegado. Ligamos no Domingo à noite e a Pediatra foi muito atenciosa. Contei-lhe os nossos problemas e ela deu alguns conselhos pelo telefone. Como já tinha experimentado quase tudo o que me tinha dito, ela achou melhor irmos ao consultório na segunda-feira à noite para observar a Lara. Iria atender-nos no final das consultas.
Finalmente na segunda-feira, decimo dia de vida da Lara, lá fomos. Estupidamente enquanto estávamos na sala de espera, o meu pensamento era: "Se tenho de dar de mamar aqui, que vergonha vai ser. Não consigo evitar contorcer-me com dores e fazer uma cara de quem esta a sofrer. O que irão pensar estas pessoas".
Nunca se viu uma mãe a dar de mamar com cara de sofrimento. As imagens que temos são de mães perfeitas a dar de mamar e com um ar feliz. Eu não ia ser capaz. Mas mais uma vez a Lara não acordou.
Quando finalmente fomos atendidos, ao contar a minha aventura, não pude evitar chorar. Sentia-me mal, triste e desesperada por ajuda. Ela observou-me e meu peito estava num estado que segundo ela já não via a algum tempo. Com a agravante que estava infectado, com puz e a menina não podia continuar a alimentar-se num peito que estava infectado. Poderia ela própria contrair uma infecção.
A Doutora observou a Lara e concluiu que estava muito bem. Com dez dias de vida já tinha quase recuperado o peso de nascença (faltavam 20 gramas). O que se conclui que não passou mal estes dias todos. Se teve alguma fome, teria sido quando tive febre e a produção de leite baixou.
E eis que ao décimo dia acabou-se a amamentação.
A partir dali a Lara teria de ser alimentada a biberão. E lá fomos comprar a lata de leite. Quando lhe demos o biberão pela primeira vez, ela estava como sempre meia adormecida. Mas assim que sentiu o leite na boca, abriu muito os olhos e bebeu com uma vontade tal que chorei. Mas desta vez com alívio e alegria. Desta vez ela estava a alimentar-se. Não ia ficar na dúvida e na incerteza se estaria a passar fome ou se estaria bem.
Fiquei triste comigo. Achei que era uma desilusão como mãe. Não tinha conseguido amamentar a minha filha.
Agora a Lara já tem quase três semanas. Tenho tentado ignorar este meu sentimento de culpa e incompetência que me assola o coração. É bom saber que está a aumentar de peso e está bem de saúde (hoje está um bocadinho constipada).
Tenho a sorte de ter o melhor marido do mundo, que se levanta de manhã para ir comprar as coisas que ia pedindo na esperança que as coisas melhorassem. Que não me deixava fazer nada em casa enquanto estive com esta aventura da amamentação. Sem o apoio dele de certeza que teria talvez mergulhado numa depressão. A ele, o H. o meu obrigado por existires na minha vida.
A amamentação – Parte III
Voltei do hospital com uma sensação de incompetência. Achei que realmente não devia ter jeito para ser mãe. Que raio de mulher seria eu!!
Entretanto o peito direito ficou inchado e vermelho. O mamilo desapareceu, ficou invertido e tornou-se impossível amamentar deste peito. Tentei tirar leite com a bomba, mas não resultou. Tentei massajar e colocar panos quentes e assim ia tirando o leite para aliviar a pressão, e continuei a dar de mamar apenas do peito esquerdo. Mas tinha de resolver este problema. Então resolvemos experimentar os bicos de silicone. Realmente ela pegou à primeira. Na caixa dizia "sem dor", mas comigo não foi bem assim. As dores eram muito difíceis de suportar, e a força que fez, obrigando o meu mamilo a sair e a adaptar-se ao bico de silicone, criou uma ferida que começou a sangrar e tive de desistir. Continuei dar de mamar do peito esquerdo e o direito ficou em "recuperação".
As dores que sentia eram tantas e tão difíceis de suportar, mas era difícil fazer entender a quem me ouvia falar. O cansaço, todas as hormonas que ainda andam aqui a fazer das suas, faziam com que sentisse um misto de emoções que não conseguia descrever. Queria desistir, não aguentava mais. Sentia-me a pior mãe do mundo por querer desistir da amamentação.
Para juntar às coisas todas que iam acontecendo, fiquei com febre e a produção de leite reduziu substancialmente. A Lara chorava, o que eu pensei ser fome e eu sem saber o que fazer.
A amamentação – Parte II
Quando não estava a dar de mamar, o desespero que começava a sentir estava a tomar conta de mim. Não sabia o que fazer, não sabia a quem recorrer para que me ajudassem. Pensava que tinha de me esforçar para dar do meu leite à minha filha, que era o melhor para ela. Ficava triste e angustiada quando me passava pela cabeça desistir da amamentação. Tinha de continuar. Tinha de ser forte, aguentar a dor e tentar amamentar.
A amamentação – Parte I
Após pegar a primeira vez, ela até mamava muito bem, ficava satisfeita e eu não senti qualquer dor. Aliás, se é que há palavras para descrever a sensação de ter uma filha a alimentar-se no nosso peito, elas seriam talvez, alegria, prazer, emoção e um certo deslumbramento. A paixão que se sente por aquele serzinho que saiu de nós e agora está dependente do nosso cuidado e afecto. É indescritível.
Durante os quatro dias que estive no hospital, realmente não pensei que existisse qualquer problema, embora as dificuldades de pegar no peito fossem cada vez maiores, mas ainda nada de preocupante. Os mamilos pareciam estar a adaptar-se, estavam a ficar doridos e vermelhos, já com alguma dor, mas perfeitamente aceitável. Segundo as observações das enfermeiras, estaria a "calejar". (se é que se diz assim)
Com a chegada a casa as coisas foram se complicando. O tempo que ela demorava a pegar no peito foi ficando cada vez maior, o que provocava o meu desespero, pois ela chorava (talvez frustrada), cansava-se e quando finalmente pegava, as dores que sentia começaram a ser menos suportáveis. Tentei colocar o Gretalvite, mas pareceu-me que a Lara não gostou muito do cheiro (embora eu retirasse antes de dar de mamar). Continuei a utilizar o método de colocar uma gota do meu próprio leite no final de cada mamada.
Aqui começam os verdadeiros problemas. De tão cansada que ela estava, depois de mamar, dormia. Só que dormia cinco e se deixássemos, seis horas seguidas. Tínhamos tal dificuldade em acorda-la, que a despíamos, apertávamos os pezinhos, falávamos alto, acendíamos as luzes todas, mudavamos a fralda...enfim, todos os esforços eram feitos para evitar os grandes intervalos sem comer. Mas parecia que "desligava". Quando finalmente conseguíamos que acordasse, a saga continuava. Chegava a demorar meia hora para conseguir pegar no peito.
A amamentação - Introdução
Devo avisar que com tudo o que tenho para dizer, prevejo que vou escrever algo longo. Vou dividir em partes para ser mais fácil publicar no blog.
Tudo de passou em dez dias que me pareceu uma eternidade.
quinta-feira, março 09, 2006
Olá a todos

